Atraída por promessa de cabelo liso por mais tempo, mulher perde fios após alisamento e recebe R$ 11 mil

Tribunal de Justiça em Campo Grande Divulgação/TJMS Um salão de beleza e uma cabeleireira foram condenados pela Justiça a pagar R$ 11 mil de indenização ...

Atraída por promessa de cabelo liso por mais tempo, mulher perde fios após alisamento e recebe R$ 11 mil
Atraída por promessa de cabelo liso por mais tempo, mulher perde fios após alisamento e recebe R$ 11 mil (Foto: Reprodução)

Tribunal de Justiça em Campo Grande Divulgação/TJMS Um salão de beleza e uma cabeleireira foram condenados pela Justiça a pagar R$ 11 mil de indenização a uma cliente que perdeu parte do cabelo após um alisamento químico em Campo Grande. A decisão é do juiz Walter Arthur Alge Netto, da 4ª Vara Cível de Campo Grande, que apontou falhas no procedimento, incluindo a falta do teste de mecha antes da aplicação do produto. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Segundo a decisão, a cliente procurou o salão após ver uma propaganda nas redes sociais que prometia cabelos lisos por até seis meses, sem formol ou amônia. Após o alisamento, os fios começaram a quebrar, e a mulher perdeu parte do cabelo. Agora no g1 Por causa dos danos, a mulher precisou procurar atendimento médico e fazer tratamentos para recuperar os fios. Ela também relatou que precisou comprar turbantes e bandanas para esconder as falhas no cabelo durante o dia a dia. O salão e a cabeleireira negaram ter cometido erros. Na defesa, alegaram que a perda de cabelo poderia estar relacionada a problemas de saúde da cliente ou a procedimentos químicos anteriores. No entanto, após analisar fotos, mensagens e uma declaração médica, o juiz concluiu que a mulher sofreu um corte químico, problema que provoca a quebra dos fios após o uso de produtos incompatíveis ou agressivos ao cabelo. A cabeleireira admitiu que não fez o teste de mecha antes do alisamento, mesmo sabendo que a cliente já havia realizado outros procedimentos químicos. Ela também reconheceu que não obteve autorização por escrito da mulher e que terminou o atendimento com pressa. Além disso, o salão e a cabeleireira desistiram de uma perícia que poderia esclarecer se os produtos usados eram compatíveis com o cabelo da cliente. Para o juiz, o salão e a cabeleireira não conseguiram provar que os danos foram causados exclusivamente pela cliente ou por outras pessoas. Por isso, ambos foram responsabilizados. A Justiça determinou o pagamento de R$ 3.001,29 para cobrir os gastos da cliente com o alisamento, tratamentos capilares, compra de turbantes e bandanas e produtos de farmácia. Também foram fixados R$ 4 mil por danos morais, relacionados ao sofrimento causado pela perda de cabelo. O juiz considerou o sofrimento, a vergonha e o impacto na autoestima da mulher, que trabalhava como educadora física e professora e tinha contato frequente com outras pessoas. A Justiça também fixou R$ 4 mil por danos estéticos, porque as falhas no cabelo ficaram visíveis por meses e obrigaram a mulher a usar lenços e turbantes no trabalho e em outros ambientes. O juiz destacou que a indenização por danos estéticos também pode ser concedida quando a mudança na aparência é temporária. A cliente também pediu o pagamento de tratamentos futuros e de despesas com acompanhamento nutricional e psicológico. No entanto, a Justiça negou esses pedidos por falta de provas dos gastos e prejuízos. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul