Consulado aguarda autorização para traslado de pesquisadora alemã morta em queda de avião em MS
Pesquisadora alemã especialista em tamanduá-bandeira morre em acidente aéreo em MS O corpo da pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff, que morreu no...
Pesquisadora alemã especialista em tamanduá-bandeira morre em acidente aéreo em MS O corpo da pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff, que morreu no acidente aéreo ocorrido na sexta-feira (3), permanece no Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol), em Campo Grande. Segundo a Polícia Civil, as informações já foram repassadas ao consulado da Alemanha, que mantém contato com a família para organizar o traslado do corpo. Procurado pela reportagem, o consulado informou que não divulga informações sobre cidadãos alemães por questões de segurança. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp O piloto Henrique Martin, de 41 anos, foi velado e sepultado no fim de semana. Durante a cerimônia, amigos e familiares destacaram a paixão dele pela aviação. LEIA TAMBÉM O que se sabe sobre a queda de avião que matou piloto e pesquisadora alemã em Campo Grande Avião que matou pesquisadora alemã ficou apenas 5 minutos no ar e neblina pode ter comprometido pouso Viúva relembra história com piloto que morreu em queda de avião em MS Investigações continuam As investigações sobre as causas do acidente continuam. Técnicos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), vindos de São Paulo, e peritos da Polícia Civil retiraram peças da aeronave do local da queda, em Campo Grande. Além das peças do avião, os investigadores recolheram objetos pessoais das vítimas, entre eles um tablet e livros da pesquisadora. Um drone também foi usado para auxiliar no trabalho. Os dois motores e as hélices da aeronave foram lacrados e levados para uma oficina homologada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), onde serão analisados. O avião seguia para o Pantanal quando caiu em uma pista particular próxima ao Aeroporto Santa Maria, em Campo Grande. Segundo a Polícia Civil, uma das hipóteses investigadas é que o mau tempo tenha reduzido a visibilidade do piloto, que teria tentado fazer um pouso forçado. Avião cai em Campo Grande Arte g1 Pesquisadora alemã era referência no estudo do tamanduá-bandeira A pesquisadora e jornalista alemã Lydia Theresia Möcklinghoff estava entre as vítimas do acidente. Zoóloga, ecóloga tropical, escritora e divulgadora científica, Lydia era reconhecida internacionalmente pelos estudos sobre o tamanduá-bandeira no Pantanal de Mato Grosso do Sul. Ela realizava pesquisas de campo na região desde o fim dos anos 2000 e foi uma das primeiras cientistas a acompanhar o comportamento da espécie em estudos de longa duração na natureza. Entre os destroços da aeronave, foram encontrados exemplares de um livro escrito por ela em alemão. A obra tem o título "Ich glaub, mein Puma pfeift: Als Forscherin im reichsten Tierparadies der Welt", que pode ser traduzido como "Não dá para acreditar no que vejo: a vida de uma pesquisadora no paraíso animal mais rico do mundo". No livro, Lydia relata a experiência de viver em uma fazenda no Pantanal brasileiro enquanto realizava pesquisas de campo sobre o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla). Lydia Theresia Möcklinghoff escreveu livro sobre experiências no Pantanal brasileiro. Redes sociais O acidente Henrique Martin pilotava um avião bimotor que caiu na manhã desta sexta-feira (3), logo após decolar do Aeroporto Santa Maria, em Campo Grande. Segundo informações, a aeronave tentou retornar à pista após enfrentar condições de baixa visibilidade provocadas pela neblina, mas caiu antes de completar a manobra. Além do piloto, estava a bordo a pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff, que também morreu no acidente. As causas da queda serão investigadas pelos órgãos responsáveis pela aviação civil. Até o momento, não há conclusão oficial sobre o que provocou o acidente. Henrique Martin morreu em queda de avião em Campo Grande. Rede sociais/Reprodução Veja vídeos de Mato Grosso do Sul