Fotógrafo espera quase 7 horas para registrar leoparda devorando impala em cima de árvore na África do Sul

Fotógrafo espera quase 7h para registrar leoparda devorando impala em cima de árvore Depois de cinco anos trabalhando como guia no Pantanal sul-mato-grossense...

Fotógrafo espera quase 7 horas para registrar leoparda devorando impala em cima de árvore na África do Sul
Fotógrafo espera quase 7 horas para registrar leoparda devorando impala em cima de árvore na África do Sul (Foto: Reprodução)

Fotógrafo espera quase 7h para registrar leoparda devorando impala em cima de árvore Depois de cinco anos trabalhando como guia no Pantanal sul-mato-grossense, o fotógrafo e biólogo Bruno Sartori seguiu para um destino que é um verdadeiro paraíso para apaixonados pela natureza como ele: a África do Sul. No continente africano, ele desbravou belas paisagens, ficou diante de animais imponentes e, como todo bom fotógrafo, não mediu esforços até conseguir o clique perfeito. Bruno esperou 6h45 para registrar uma leoparda devorando uma impala no alto de uma árvore, no Parque Nacional Kruger, uma das mais famosas reservas de vida selvagem da África do Sul. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp O registro foi feito no último dia 29 de julho, durante a estadia do biólogo no parque. Bruno estava trabalhando como guia para uma agência especializada em levar brasileiros para a África. “Todo dia eu pegava o carro e saía, escolhia uma rota e ia para dentro do Kruger para ver o que conseguia encontrar. Por lá, eles fazem muito esse self-drive, que é você mesmo dirigir pelo Kruger para aproveitar e poder encontrar seus próprios avistamentos, sem estar necessariamente em um carro de safári”, comenta. Leoparda devorando impala em cima árvore na África do Sul. Bruno Sartori. Bruno conta que percorreu cerca de uma hora de estrada parque adentro até se deparar com uma impala presa entre os galhos de uma árvore seca. Assim que avistou o animal, imaginou que aquele seria o banquete de um dos felinos que costumam ser encontrados na reserva. O “faro” para boas imagens levou o fotógrafo a enfrentar horas de espera pelo retorno do predador à árvore onde havia deixado a presa. 🔎 O Parque Nacional Kruger é conhecido mundialmente pela grande concentração de animais de grande porte, especialmente os hamados “Big Five”: leão, leopardo, elefante, rinoceronte e búfalo. Leoparda com presa em cima de árvore na África. Bruno Sartori. “Como eu tinha água e alguns salgadinhos para poder ficar de boa ali por umas boas horas, encostei meu carro numa sombra, num bom ângulo para que nenhum carro fosse parar na minha frente, e fiquei lá só esperando”, comenta Sartori. Bruno conta que já estava quase desistindo do registro quando notou a leoparda retornando ao local onde havia deixado a presa. “Era por volta das 16h45 quando essa leoparda surge descendo por um morro, vindo em direção à árvore. Eu posicionei a minha câmera e consegui fazer alguns dos registros mais incríveis que eu fiz nessa viagem: essa leoparda subindo na árvore e depois posicionando a presa para poder se alimentar. Foi incrível”, comenta Sartori. Bruno se orgulha de o esforço ter valido a pena. Conforme o biólogo, registros desse tipo são mais comuns durante os safáris em movimento pelo parque. “Normalmente, você fica dirigindo de um ponto para o outro, pega alguma informação e vai. Essa foi a boa e velha máxima de que a paciência recompensa. Passei o dia inteiro lá, estava lendo livro, ouvindo música, cheguei até a tirar um cochilo, e foi incrível poder realizar essas imagens depois de um dia inteiro de espera. No final, valeu muito a pena, porque é um dos animais mais furtivos, mais difíceis de encontrar pelo Kruger.”, conta. Leoparda no alto de árvore na África do Sul. Bruno Sartori. Do Pantanal à África do Sul Natural de Bauru, no interior de São Paulo, Bruno Sartori iniciou sua trajetória como guia no Pantanal de Mato Grosso do Sul. Ele conta que sempre sonhou em desbravar a África do Sul, mas afirma que a riqueza da fauna brasileira não deixa nada a desejar quando comparada à do continente africano. “Estar na África do Sul é diferente pelo volume de animais que você encontra, pela quantidade de espécies juntas em manadas mistas, além dos grandes predadores, que são muito maiores. Mas, em biodiversidade, o Brasil não deixa nada a desejar, muito pelo contrário. Nós temos áreas com um número de espécies muito maior do que eles têm na África do Sul”, comenta. O fotógrafo e biólogo ressalta que cada destino tem riquezas e particularidades que merecem ser exploradas, independente de qualquer comparação. “É sempre bom valorizar e entender que cada lugar vai ter o seu charme, cada lugar vai ter os seus desafios. E o mais importante é você estar preparado para aproveitar cada um deles e voltar com as histórias e as memórias para contar para todo mundo e, quem sabe, incentivar pessoas a embarcarem em algumas aventuras assim também.” Veja mais vídeos de Mato Grosso do Sul.