PF descarta investigar caso de ouro ligado a jatinho de empresário brasileiro na Bolívia
Bolívia apreende 189 kg de ouro em jatinho de empresário brasileiro com destino a Dubai A Polícia Federal (PF) afirmou, nesta sexta-feira (31), que não inve...
Bolívia apreende 189 kg de ouro em jatinho de empresário brasileiro com destino a Dubai A Polícia Federal (PF) afirmou, nesta sexta-feira (31), que não investiga o empresário brasileiro Valdir José Zorzo, dono do Grupo Dallas Alimentos, de Mato Grosso do Sul, após a apreensão de 189 quilos de ouro avaliados em mais de R$ 120 milhões. A carga estava em quatro malas e seria embarcada em um jatinho particular ligado ao empresário, na Bolívia. Bolívia procura dono de ouro ligado a jatinho de empresário brasileiro após prender jovem de 22 anos Segundo o secretário de Segurança Cidadã de Santa Cruz, coronel Jorge Santisteban, a investigação é conduzida pela polícia boliviana. Ele afirmou que as diligências envolvendo o empresário estão limitadas porque ele não está na Bolívia. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Até o momento, a PF não foi acionada pelas autoridades do país vizinho. No entanto, a possibilidade de abertura de uma investigação no futuro não está descartada. O ouro foi apreendido em 22 de julho, no Aeroporto Internacional Viru Viru, em Santa Cruz de la Sierra. O g1 procurou o Grupo Dallas após a confirmação de que a Polícia Federal não investiga o caso. A empresa informou que mantém o posicionamento divulgado anteriormente: o empresário não estava a bordo da aeronave, não autorizou o voo e nega qualquer envolvimento no episódio. O grupo também afirmou que o avião é de uso particular e não realiza serviço de fretamento comercial (leia a nota na íntegra ao final da reportagem). As autoridades bolivianas continuam tentando identificar o dono do ouro e outros possíveis envolvidos. Segundo a investigação, a carga teria como destino Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Jovem de 22 anos foi preso Adrián foi preso após ser flagrado com o ouro. Reprodução Adrián Lema Roça, de 22 anos, foi preso ao tentar embarcar no jatinho com as quatro malas carregadas de ouro. As informações foram confirmadas pelo secretário Jorge Santisteban, que afirmou que o jovem não é o dono da carga. Segundo o secretário, Adrián está em prisão preventiva no presídio de Palmasola. Ele é investigado pelos crimes de enriquecimento ilícito de particulares em detrimento do Estado, contrabando e compra e venda ilegal de recursos minerais. O g1 não localizou a defesa dele. Santisteban também informou que outras cinco pessoas que chegaram a ser envolvidas no caso foram liberadas. Entre elas estão servidores da Alfândega e do Serviço Nacional de Registro e Controle da Comercialização de Minerais e Metais (Senarecom), que acompanhavam o jovem na área de raio-X do aeroporto. A liberação desses servidores levou o governo boliviano e o Ministério Público a abrirem um inquérito para apurar as circunstâncias da decisão. De acordo com o secretário, o ouro saiu de uma mina em La Paz e foi transportado por via terrestre, em um carro particular, até Santa Cruz de la Sierra. A origem exata do minério, porém, não foi divulgada. Segundo Santisteban, o Banco Central da Bolívia não forneceu detalhes sobre essa etapa da investigação. O ouro permanece sob custódia do Ministério Público boliviano desde a apreensão. Ouro apreendido e ligado à jatinho de empresário brasileiro saiu de mina em La Paz e está confiscado Como ocorreu a apreensão Em 22 de julho, fiscais da Administração Aduaneira do Aeroporto Internacional Viru Viru flagraram o jovem com as quatro malas carregadas de ouro quando ele estava prestes a embarcar no jatinho de prefixo PS-ZRZ. Durante a fiscalização, os agentes verificaram se havia autorização para exportar a carga, mas não encontraram nenhum registro no Sistema Único de Modernização Aduaneira (SUMA), plataforma usada pela Aduana da Bolívia para controlar operações de comércio exterior. Sem esse registro, o ouro não poderia ser exportado legalmente. Além disso, um técnico do Sistema Nacional de Informações sobre Comercialização e Exportações Minerais (Senarecom) informou que o formulário de exportação apresentado pelos suspeitos era inválido. O caso foi comunicado à Navegação Aérea e Aeroportos Bolivianos (Naabol) e à polícia, que apreendeu o ouro. As autoridades não informaram quantas pessoas estavam a bordo da aeronave nem quantas foram levadas para prestar depoimento, além do jovem preso. A investigação continua. Segundo apuração do g1, a aeronave foi retida temporariamente na Bolívia para passar por perícia e, depois, retornou ao Brasil. Em nota, o Grupo Dallas afirmou que o avião não foi formalmente apreendido. O que diz a defesa do Grupo Dallas? Em nota enviada ao g1, o Grupo Dallas afirmou que a aeronave é de uso particular, que Valdir José Zorzo não estava a bordo e que não autorizou nenhuma operação irregular. Leia a nota na íntegra: "Diante das publicações que mencionam o Sr. Valdir José Zorzo e o Grupo Dallas, esclarecemos: A aeronave de prefixo PS-ZRZ é de propriedade particular, destinada a uso próprio, e não opera serviços de fretamento comercial. Seu proprietário não estava a bordo e não autorizou qualquer prática em desacordo com as leis vigentes. A informação de que a aeronave teria sido apreendida não é verídica. A aeronave encontra-se em território brasileiro e não está sujeita a qualquer medida de apreensão. O Sr. Valdir Zorzo tomou conhecimento dos fatos por meio da imprensa e determinou a imediata apuração interna, com preservação integral dos registros e colaboração com as autoridades competentes, no Brasil e no exterior. O Sr. Valdir Zorzo e o Grupo Dallas repudiam qualquer prática ilícita e colocam-se à disposição das autoridades para o pleno esclarecimento dos fatos. Em respeito ao sigilo das investigações em curso, o Grupo Dallas se posicionará em momento oportuno". Valdir José Zorzo é dono de jato que foi apreendido com ouro na Bolívia, segundo autoridades bolivianas. Reprodução Veja vídeos de Mato Grosso do Sul: