Sem Riedel, 1º debate entre candidatos ao governo de MS foca em ataques à atual gestão

Debate da Morena FM e Portal Primeira Página reúne candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul. Gabi Cenciarelli/g1 MS O debate entre candidatos ao governo de...

Sem Riedel, 1º debate entre candidatos ao governo de MS foca em ataques à atual gestão
Sem Riedel, 1º debate entre candidatos ao governo de MS foca em ataques à atual gestão (Foto: Reprodução)

Debate da Morena FM e Portal Primeira Página reúne candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul. Gabi Cenciarelli/g1 MS O debate entre candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul, realizado na manhã desta segunda-feira (17) pela rádio Morena FM e portal Primeira Página, foi marcado pela ausência do governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição. Além disso, os presentes concentraram as falas em críticas à atual gestão. Não houve pedidos de respostas e o debate seguiu sem tumulto. Estavam presentes os candidatos Daniel Lemes (PCO), Delcídio Amaral (PRD), Fábio Trad (PT), Jefferson Bezerra (Agir), João Henrique Catan (Novo), Lucien Rezende (PSOL) e Renato Gomes (DC). Esse é o primeiro encontro dos postulantes a governador de Mato Grosso do Sul. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp O debate teve três blocos, sendo o primeiro com temas determinados. O segundo foi de tema livre. Já o terceiro teve perguntas de temas determinados, além das considerações finais dos candidatos. Agora no g1 Os candidatos fizeram perguntas entre si e cada participante teve tempo determinado para administrar livremente o tempo entre pergunta, resposta, réplica e tréplica. A estrutura foi a seguinte: Nos blocos com tema determinado, os temas foram sorteados pela mediadora, a apresentadora Bruna Mendes; Cada tema pôde ser escolhido apenas uma vez durante o bloco; A ordem das perguntas em cada bloco foi definida previamente com os representantes dos partidos; Em cada etapa, o candidato teve direito de fazer uma pergunta e cada participante responde apenas uma vez; Dessa forma, todos perguntaram e todos responderam. No bloco de tema livre, a mediadora chamou os candidatos para fazer a pergunta, seguindo a ordem definida em sorteio entre os representantes dos partidos. A estrutura seguiu este modelo: O candidato indicado escolheu quem responderia; Ao fim de cada rodada o mediador indicou o próximo candidato a perguntar; A dinâmica se repetiu até que todos os candidatos participassem do bloco. Primeiro bloco O tema que abriu o primeiro bloco foi "saúde mental e rede de apoio". Jefferson Bezerra (Agir) iniciou com questionamento a João Henrique Catan (Novo) sobre a proposta de governo do candidato em relação ao tema. "Questiono a saúde no estado, temos acompanhado e vemos a questão do problema de corrupção. Vimos a operação Gutemberg, envolvendo dinheiro da saúde. O problema da saúde mental e das drogas está abandonado", pontuou Catan. O segundo a perguntar foi Delcídio Amaral (PRD), que começou criticando a gestão do atual governo do estado e dirigiu a pergunta a Daniel Lemes (PCO), perguntando como o governo está tratando questões LBTQIAPN+ e os indígenas em Mato Grosso do Sul. "O governo não tem projetos ligados para esses grupos, para indígenas, sem-terras e para nenhum trabalhador, a não ser em atacar o trabalhador", respondeu Daniel Lemes. Na tréplica, Delcídio lançou críticas ao governo estadual dizendo que a gestão é "elitista e não olha para a questão dos indígenas e das minorias". A terceira pergunta foi feita por Fábio Trad (PT) e direcionada a Renato Gomes (DC). Trad pediu a avaliação do outro candidato sobre a baixa quantidade de centros de convivência para idosos no estado. "Esse governo é corrupto, os idosos não têm tido tratamento na saúde, tivemos 25 mil vidas trocadas em troca de dinheiro. Coordenador da saúde está preso. Como o governo vai cuidar dos mais velhos se está afundando em escândalos de corrupção?", indagou Renato Gomes. Fábio Trad fez tréplica e criticou a gestão estadual, afirmando que o Estado deixou de "arrecadar dinheiro para favorecer proprietários rurais". O quarto a perguntar foi Renato Gomes (DC) que direcionou a pergunta a Lucien Rezende (PSOL) questionando qual a avaliação do candidato e proposta de governo em relação à segurança pública., "O governo deixa a desejar. Recentemente tivemos concurso público da polícia civil e várias famílias estão esperando a nomeação, que foi jogada para o ano que vem", destacou Lucien. A quinta pergunta foi feita por João Henrique Catan (Novo), que pediu avaliação de Fábio Trad (PT) sobre a atuação do banco Master em Mato Grosso do Sul e no governo federal e como serão as políticas de enfrentamento caso Trad seja eleito. "Está comprovado que Flávio Bolsonaro pediu dinheiro a Daniel Vorcaro. Mas quero dizer que aqui em Mato Grosso do Sul a situação está lastimável", respondeu Trad. O sexto a perguntar foi Daniel Lemes (PCO), que direcionou a pergunta sobre o feminicídio em Mato Grosso do Sul a Delcídio Amaral (PRD). "Esse tema em Mato Grosso do Sul é grave. Talvez sejamos o segundo no brasil em termos de feminicídio. Isso nos mostra que o governo estadual é elitista, que não tem nenhum interesse", respondeu Delcídio. A sétima e última pergunta do bloco foi feita por Lucien Rezende (PSOL) a Jefferson Bezerra (Agir), que foi indagado sobre qual proposta apresentará para reduzir o déficit habitacional em Mato Grosso do Sul. "Temos que acabar com a situação de quem ganha salário mínimo, não tem condição de pagar 800 reais de parcela de financiamento", disse. Segundo bloco O segundo bloco teve tema livre e foi aberto por Delcídio Amaral (PRD), que direcionou a pergunta a João Henrique Catan (Novo) sobre a Rota Bioceânica e os impactos do empreendimento para Mato Grosso do Sul. "Temos visto com muita desconfiança os investimentos e empresários que estão sendo beneficiados com o esquema da Rota Bioceânica", respondeu Catan, defendendo mais investimentos em estradas, ferrovias e a reformulação do Fundersul. 🔎 O Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário de Mato Grosso do Sul (Fundersul) é um fundo público estadual criado para financiar obras e serviços de infraestrutura viária. Os recursos são usados principalmente em pavimentação, recuperação e manutenção de rodovias estaduais e vias urbanas. Na tréplica, Delcídio relativizou a importância do corredor rodoviário e afirmou que a principal alternativa logística para o estado passa pela integração ferroviária com a Bolívia e o Peru. Catan rebateu dizendo que Mato Grosso do Sul precisa avançar em infraestrutura para aproveitar seu potencial econômico. A segunda pergunta foi feita por Jefferson Bezerra (Agir) a Fábio Trad (PT). O candidato questionou Trad sobre sua filiação ao PT e as críticas envolvendo casos de corrupção ligados ao partido. "Eu compartilho dos valores do PT, combate à miséria e igualdade de oportunidades. Tenho orgulho de ser o candidato do Lula em Mato Grosso do Sul", respondeu Fábio Trad. Na tréplica, Trad voltou a criticar a gestão estadual, classificando o governo como "elitista" e afirmando que a população sofre com problemas na saúde, educação e infraestrutura. A terceira pergunta foi feita por João Henrique Catan (Novo) e direcionada a Delcídio Amaral (PRD) sobre a situação da Cassems e as mudanças que faria na instituição. 🔎 A Cassems é a Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul, um plano de saúde de autogestão criado em 2001 para atender servidores públicos estaduais, aposentados, pensionistas e seus familiares em Mato Grosso do Sul. "Vejo com extrema preocupação tudo o que tem acontecido na Cassems", respondeu Delcídio, afirmando que há problemas de gestão e concentração de serviços. Na tréplica, Catan criticou a atual direção da instituição e prometeu mudanças na administração e o fim da taxa que classificou como injusta para os servidores. A quarta pergunta foi feita por Lucien Rezende (PSOL) a Renato Gomes (DC), sobre propostas voltadas aos pequenos produtores rurais. "Meu projeto é concorrer com a JBS por meio de cooperativas de abate e priorizar as compras internas dos agricultores", respondeu Renato Gomes. Na tréplica, Lucien defendeu o fortalecimento da agricultura familiar e a criação de um cinturão verde para impulsionar a produção local. A quinta pergunta foi feita por Renato Gomes (DC) a Lucien Rezende (PSOL), que foi questionado sobre suas propostas para Mato Grosso do Sul. "Mato Grosso do Sul é rico, mas o povo está empobrecendo rapidamente", afirmou Lucien, defendendo uma política tributária progressiva, energia mais barata e redução dos cargos comissionados. A sexta pergunta foi feita por Daniel Lemes (PCO) a Jefferson Bezerra (Agir), sobre as políticas para enfrentar a violência e os problemas sociais enfrentados pela população indígena no estado. "Vamos acabar com os problemas sociais da comunidade indígena", respondeu Jefferson Bezerra. Terceiro bloco O tema que abriu o terceiro bloco foi "investimento em esporte" e Daniel Lemes (PCO) iniciou com questionamento a Fábio Trad (PT) sobre os investimentos dos governos federal e estadual para atletas indígenas nas aldeias de Mato Grosso do Sul. "O esporte não pode ser uma política transitória de governo. É preciso fortalecer o esporte como política de Estado", respondeu Fábio Trad, que também defendeu maior investimento e regulamentação do setor. Na tréplica, Daniel Lemes afirmou que atualmente não existe política pública voltada aos atletas indígenas no estado. O segundo a perguntar foi Jefferson Bezerra (Agir), que direcionou a pergunta a Delcídio Amaral (PRD) sobre propostas para geração de emprego e renda. "Grandes empresas estão vindo para cá e gerando renda em outros estados porque não qualificaram a mão de obra sul-mato-grossense", respondeu Delcídio, defendendo investimentos em qualificação profissional e tecnologia. Na tréplica, Jefferson afirmou que pretende ampliar a capacitação profissional e incentivar o trabalho remoto como forma de gerar renda e reduzir o desemprego. A terceira pergunta foi feita por Lucien Rezende (PSOL) e direcionada a Daniel Lemes (PCO) sobre a situação dos povos indígenas e recentes conflitos envolvendo comunidades indígenas no estado. "Esse tipo de ato vindo do governador é totalmente racista e preconceituoso", respondeu Daniel Lemes, criticando a postura do governo estadual. Na tréplica, Lucien destacou a atuação da ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, e reafirmou a defesa dos direitos indígenas. A quarta pergunta foi feita por Renato Gomes (DC) a Jefferson Bezerra (Agir) sobre a Rota Bioceânica e os impactos do projeto para Mato Grosso do Sul. "Temos que fazer uma análise criteriosa sobre esse projeto para saber como ele pode contribuir para o desenvolvimento do estado", respondeu Jefferson. Na tréplica, Renato Gomes afirmou que a proposta está sendo supervalorizada e criticou o planejamento da rota. A quinta pergunta foi feita por Delcídio Amaral (PRD) a João Henrique Catan (Novo) sobre os incêndios no Pantanal e as ações necessárias para preservar o bioma. "Quando falamos do Pantanal, precisamos olhar também para o povo pantaneiro, que enfrenta falta de escola, saúde e acesso a serviços básicos", respondeu Catan. Na tréplica, Delcídio criticou o abandono das comunidades pantaneiras. Catan acrescentou que pretende ampliar incentivos ambientais para produtores que preservam o bioma. A sexta pergunta foi feita por João Henrique Catan (Novo) a Renato Gomes (DC) sobre a regionalização da saúde e o funcionamento dos hospitais regionais. "Mato Grosso do Sul tem dinheiro, mas os recursos estão sendo desperdiçados enquanto a população sofre com a falta de atendimento", respondeu Renato Gomes, criticando gastos da administração estadual. Na tréplica, Catan defendeu a criação de uma tabela SUS estadual para ampliar os investimentos na rede hospitalar. A sétima e última pergunta do bloco foi feita por Fábio Trad (PT) a Lucien Rezende (PSOL) sobre a falta de atendimento de média e alta complexidade nos hospitais do interior. "A regionalização da saúde foi prometida e não aconteceu. O interior sofre e a capital acaba sobrecarregada", respondeu Lucien. Na tréplica, Lucien defendeu mais investimentos e estruturação dos hospitais já existentes, em vez da construção de novas unidades. Considerações finais Nas considerações finais, João Henrique Catan (Novo) falou diretamente às famílias sul-mato-grossenses, criticou o aumento do custo de vida e afirmou que o estado enfrenta problemas de infraestrutura. O candidato também fez críticas à gestão estadual e à política de reajustes dos servidores. Lucien Rezende (PSOL) pediu uma reflexão dos eleitores sobre a política sul-mato-grossense e criticou as frequentes mudanças partidárias entre lideranças políticas. Segundo ele, é preciso fazer um voto diferente para promover mudanças no estado. Renato Gomes (DC) destacou a indignação com os casos de corrupção em Mato Grosso do Sul e afirmou que suas propostas incluem a criação de bancos estaduais e medidas para reduzir o preço dos remédios, da cesta básica e da energia elétrica. Delcídio Amaral (PRD) voltou a abordar a situação da Santa Casa de Campo Grande, atribuindo responsabilidade à prefeitura e ao governo estadual. O candidato também defendeu o debate sobre a parceria público-privada da Sanesul e afirmou que pretende construir um governo "solidário, fraterno e cidadão". Jefferson Bezerra (Agir) pediu que os eleitores analisem com atenção os candidatos e reflitam sobre o futuro do estado antes de votar. Daniel Lemes (PCO) convidou trabalhadores e trabalhadoras a apoiarem sua candidatura e afirmou que é necessário combater a corrupção e defender os interesses da classe trabalhadora. Fábio Trad (PT) afirmou que Mato Grosso do Sul é um estado rico, mas que a população não tem usufruído dessa riqueza. Defendeu a redução da desigualdade social e disse que seu objetivo é ampliar oportunidades para que mais pessoas possam alcançar a classe média e prosperar. Primeiro debate de candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul nas Eleições 2026. 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